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É imprescindível mudar para melhor

Durante os últimos anos, temos observado, principalmente, no mercado da construção civil, mudanças significativas na administração dos negócios, de forma a garantir a competitividade empresarial.

Os acionistas têm demonstrado forte iniciativa na busca de uma melhor gestão do capital humano, além da preocupação com questões estratégicas e operacionais. Nos deixa, muito animados essa disposição para adotar critérios formais para avaliar aspectos vocacionais e de competência dos seus colaboradores, além da disponibilidade de investir em programas de desenvolvimento, em um ramo de atividade onde há o emprego de um grande número de mão-de-obra e uma carência efetiva de pessoas no mercado. De maneira otimista, chegamos a pensar que essa postura representará uma melhoria efetiva, também, no mundo em que vivemos.

É natural que a busca da profissionalização traga consigo, também, a sensação de "caos" e uma angústia, geradas pelo componente emotivo de todos que fazem parte do processo, no entanto, " não reconheceremos a luz, sem passarmos pelas trevas".

Esta sensação é natural e necessária, afinal como diz o escritor Jack Welch - "Se você não está confuso, você não sabe o que está acontecendo", ou seja: parece que nossa memória não está preparada para comportar tantas e frequentes mudanças, mas ao mesmo tempo não conseguimos nos manter a margem destas. Portanto, "relaxe" e abra sua mente para o processo que as organizações estão empreendendo. Acredite nas vantagens competitivas que o processo trará para todos.

Para minimizar os efeitos desta primeira fase do processo de mudança, que chamamos de "caos", é fundamental que os responsáveis pela sua condução tenham absoluta certeza e responsabilidade sobre o que estão dizendo e fazendo – "discurso e prática tem que estar equacionados".

Quando nos referimos a "certeza e responsabilidade" sobre o que "dizemos e fazemos", pensamos que o processo de comunicação deve ser claro, transparente e compreendido igualmente por todos e que seja mantida a racionalidade nas tomadas de decisão.

Consideramos, portanto, fundamental o papel do líder nesse contexto e, abaixo, compartilhamos algumas dicas que poderão contribuir para que o objetivo e sucesso almejados sejam efetivos:

  • Planeje previamente o processo, transmitindo com clareza os objetivos a todos os envolvidos: Acionistas, Clientes, Colaboradores e Fornecedores, cuidando para que todos sintam-se respeitados durante o processo.
  • Valorize seus colaboradores, seu potencial na criação de valor ao negócio, promovendo um programa de Avaliação de Performance e manifestando o interesse da empresa em melhor gerir este "capital humano".
  • Trate as pessoas de todos os níveis com o respeito e minimize os medos, mostrando possibilidades de novos aprendizados e experiências. Não permita que haja estereótipos ou pré-julgamentos.
  • Cobre resultados, porém, premie os sucessos e não seja paternalista quando há fracassos, apenas mantenha a prática do feedback constante, pois desta forma haverá um menor ângulo de subjetividade.
  • Compartilhe o poder de decisão, mas lembre-se que delegar não é "delargar", portanto, dê apoio aos subordinados e pares.
  • Incentive ações de médio e longo prazo, promovendo a desmistificação de que as coisas devem acontecer do dia para noite.
  • Descubra onde estão as ineficiências, sempre há onde melhorar e esteja atento para aqueles que menosprezam isso, inclusive em relação às questões ligadas ao meio ambiente, afinal é imprescindível manter ações voltadas para sustentabilidade do nosso planeta.
  • Não tenha receio de aprender com os erros, sendo humilde para reconhecê-los e para pedir ajuda a fim de corrigir os rumos caso necessário.
  • Não mude suas estratégias e trajetórias a todo instante, isso gera uma instabilidade e uma desconfiança entre as pessoas.
  • Crie um modelo de gestão do conhecimento, formando, aperfeiçoando e desenvolvendo os profissionais e, se possível, a comunidade do entorno. Essa é uma das maneiras de colaborar com o desenvolvimento social.
  • Seja um guardião da Missão, Valores e Atitudes da organização, entendendo o clima de instabilidade, sem permitir que alguém haja de forma incoerente ao que a empresa preconiza. Haja e exija que todos sejam éticos, respeitando o que foi estabelecido.
  • Finalmente, divulgue a nova cultura corporativa em todos os cantos, posicione-se sobre suas conquistas e garanta que haja a sedimentação do processo de mudança.

Quero agradecer a significativa colaboração de Marli Rocha, da equipe da Ação Consultoria, especialista em Coaching e Assessment, que direcionou esse texto e com seu natural, senso crítico e visão do mundo corporativo, fez os ajustes e a releitura deste artigo, contribuindo para que se tornasse muito mais efetivo para as pessoas que se interessem em serem melhores e que queiram mudar o mundo que os rodeia.

Crie o seu próprio futuro e saiba que sua contribuição pode ser significativa para toda humanidade.

PEDRO LUIZ ALVES – Sócio da Ação Consultoria e Treinamento – pedro@acaoconsultoria.com.br

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